Em setembro de 2004 teve início uma jornada que mudaria para sempre a televisão mundial. O seriado Lost não apenas estabeleceu um novo padrao de qualidade com seu alto valor de produção, como também mudou o modo como a televisão passou a ser consumida pelo mundo, popularizando a cultura do download de episódios e elaboração de legendas de altíssima qualidade pelos fãs poucas horas depois da exibição do episódio no canal ABC.
Não faltaram debates e polêmicas sobre a legalidade ou não deste novo modo de obter episódios de séries, mas são inegáveis os benefícios que Lost trouxe para a televisão, principalmente aqui no Brasil. Preocupados com a perda da audiência daqueles que baixam os episódios por torrent via internet, a janela entre a exibição norte-americana e a nacional foi consideravelmente encurtada. Se antes de Lost tínhamos que esperar cerca de um ano para assistir nossos seriados favoritos, depois de Lost a espera caiu para uma ou duas semanas. Ou seja, nunca estivemos tão integrados com nossos amigos dos Estados Unidos.
Além disso, Lost, com sua caixa de DVD robusta, repleta de extras, também serviu para popularizar a venda de seriados neste formato, o que atraiu a atenção das emissoras, que não demoraram para começar a comercializar muito mais boxes de seriados, atuais ou clássicos, obtendo um ótimo retorno com esse novo mercado que nascia.
A moral da história, e o motivo pelo qual eu passo este rápido levantamento histórico, é frisar que, por pior que fosse a sexta temporada de Lost, o legado do seriado não poderia ser esquecido jamais, e todos deveriam ser eternamente gratos ao que Lost fez pela cultura pop. Mesmo que você tenha odiado os rumos da série, e ache Mad Men e Fringe as séries mais geniais no ar, pense duas vezes antes de falar de Lost, pois se não fosse por ele você muito provavelmente não poderia contar com torrents e legendas de alta qualidade para seu seriado favorito.
Isso não quer dizer, é claro, que deve ser feita vista grossa para os eventuais defeitos da trama. Quer dizer apenas que vociferar asneiras como “Tá vi o final de Lost. Seis anos pra uma ROLHA climática. Surra de vara no Lindelof e Cuse.”, como fez em seu twitter o crítico @erico_borgo, do respeitado portal Omelete, é pedir para ser chamado de completo imbecil.
Dito isto, aqui vai um spoiler da nota que você encontrará lá no final do review: A sexta temporada de Lost é impecável, uma nova definição para a palavra excelência, e o único modo de você ficar insatisfeito com o desenrolar da trama é ser um analfabeto funcional que nunca compreendeu o que a série pretendia lhe passar.
Como vocês devem se lembrar, a quinta temporada é encerrada com um dos cliffhangers mais cruéis da história da televisão, com os losties detonando uma bomba de hidrogênio que os impediria de cair na ilha e mudaria seu destino. Ou pelo menos era o que eles pensavam. Estavam abertas duas possibilidades: Ou a bomba funcionava e o vôo 815 da Oceanic aterrissava com segurança no aeroporto LAX, ou a detonação da bomba representaria o próprio incidente que os losties tentavam evitar, e a história toda se repetiria.
Como logo na primeira cena da temporada vemos Jack e companhia chegando com segurança no aeroporto enquanto a ilha jazia, surpreendentemente, no fundo do mar, somos levados a crer que o plano de detonar a bomba deu certo. Mas como Lost não cansa de nos fazer de bobos, logo na cena seguinte vemos os mesmos personagens andando atordoados pela ilha, deslocados no tempo, perdidos e sem rumo novamente. Estavam assim construídas duas realidades distintas, porém intimamente relacionadas, como viríamos a constatar no final da temporada.
Os flash-sideways, nome dado às cenas situadas na realidade paralela em que o vôo nunca caiu na ilha, foram um recurso narrativo polêmico e que, a primeira vista, parecia que não daria muito certo. Era difícil se importar com um universo que destruía tudo que assistimos ao longo de cinco anos e, o que é pior, um universo que não parecia estar levando a história pra frente. A cada episódio éramos obrigados a ver os losties se conhecendo e cruzando seus caminhos mais uma vez, em situações que pareciam (apenas pareciam!) irreais e forçadas, como a carona de Kate a Claire no segundo episódio, What Kate Does, para citar o exemplo mais óbvio.
Por outro lado, as aventuras na nossa velha e querida ilha não poderiam estar mais eletrizantes. Os sobreviventes logo se vêem obrigados a investigar o templo, (E como foi bom conhecer por dentro um dos locais mais misteriosos da mitologia de Lost!) onde encontram Dogen, um oriental sábio e badass, que domina as artes marciais e se compromete a proteger os losties do “vilão” Flocke. (Ou MIB, ou Esaú, ou Monstro de Fumaça, enfim, qualquer nome que você tenha dado para o homem de preto que conversa com Jacob no final da quinta temporada.)
Vilão entre aspas mesmo, porque se tem uma coisa que Lost teve sucesso em fazer desde seu primeiro episódio foi passar longe do maniqueísmo barato. Seus personagens nunca foram separados entre bonzinhos e malvados. Eram todos pessoas complexas e bem construídas que sempre tiveram boas motivações para fazer o que faziam. E é claro que com Flocke não seria diferente. Mas isso é um assunto que trataremos mais pra frente, ao analisarmos o polêmico episódio “Across The Sea”.
Por ora, fica o registro de que o miolo da temporada desenvolve de modo incrivelmente empolgante o conflito entre Flocke e os losties, que descobrem ser candidatos eleitos por Jacob para tomarem seu papel na ilha, e por isso devem ser mortos para que Flocke possa realizar seu grande sonho, que é sair da ilha. A tensão é constante, muitas vidas são perdidas, e freqüentemente ficamos na ponta da cadeira enquanto a fumaça negra recruta seu exército e extermina quem fica no caminho de seu sonho.
Enquanto isso, no universo paralelo, os flash-sideways vão ganhando rumo e complexidade com o passar dos episódios. “Dr. Linus” é simplesmente brilhante em suas analogias. Se no nosso universo Ben é um manipulador ardiloso, nos flash-sideways é um dócil professor que só pensa no bem estar de seus alunos. Ministra aulas sobre Napoleão e diz que o mais doloroso para o imperador não foi terminar sua vida preso numa ilha, mas sim a perda de seu poder, expressando exatamente a situação em que se encontra o Ben de nosso universo. Essa é uma daquelas pontes geniais que só Lost sabe fazer, e felizmente o universo paralelo forneceu muitas delas no decorrer da temporada.
De Dr. Linus pra frente os flash-sideways vão ganhando mais e mais relevância, e começamos a perceber um propósito se aproximando no horizonte. Especialmente porque questões e personagens que pareciam abandonados e esquecidos vão finalmente encontrando resoluções muito satisfatórias. “Everybody Loves Hugo” e “Happily Ever After”, centrado num sumido Desmond, são dois exemplos de episódios magistrais, que conseguem desenvolver seus personagens centrais de modo excepcional, revertendo finalmente o quadro e tornando os flash-sideways tão ou mais importantes que o universo principal.
Ainda assim, provavelmente o melhor episódio do meio de temporada é Ab Aeterno, centrado no enigmático Richard Alpert. Tal qual The Constant, na quarta temporada, trata-se de um episódio com começo, meio e fim, cuja narrativa se sustenta sozinha. Neste belíssimo episódio com ares hollywoodianos, tamanho o valor da produção, ficamos sabendo como Richard chegou na ilha, quais suas motivações, como ele parou de envelhecer, qual seu relacionamento com Jacob, enfim, tudo que você sempre quis saber sobre o personagem. De brinde, recebemos várias informações sobre a milenar disputa entre Jacob e o homem de preto, o que deixou todos os espectadores muito satisfeitos na ocasião.
Ora, se o episódio em forma de flashback que conta as origens de Richard foi tão bom e agradou tanto os fas, deve-se imaginar que um centrado em Jacob e seu rival seja ainda melhor e agrade ainda mais, certo? Bom, sim e não.
Antes de mais nada, Across The Sea, o tal episódio centrado em Jacob e seu rival, não é nada menos que épico e brilhante em sua execução. Sendo assim, descobrir que grande parte da crítica e do público ficou extremamente insatisfeita com o rumo da série a partir daqui é algo que me deixa consternado até hoje.
A primeira reclamação infundada surge logo no inicio do episódio, quando vemos o nascimento de Jacob e seu irmão/rival sem nome. Muitos se sentiram enganados pela ausência de nome, e não conseguiram aceitar que as coisas simplesmente são assim. Também não conseguiram perceber que a ausência de nome fazia o personagem funcionar perfeitamente como uma metáfora. Como disse Jacob, “há muitos nomes para ele”, então cabe ao espectador encontrar o que julga mais adequado para sua percepção do personagem.
Outra reclamação equivocada e constante recaiu sobre as costas da personagem conhecida como “mãe”, a mulher que tomou conta dos dois irmãos desde pequenos. Choveram reclamações acerca de sua origem misteriosa. Ora, toda historia começa de um certo ponto, certo? É difícil aceitar que a história dos personagens que nos interessam se inicia com Jacob e seu irmão, e tudo que veio antes deles é completamente irrelevante para a narrativa? Retroagir eternamente na linha do tempo é buscar o impossível. De onde veio o universo? Do Big Bang. E de onde veio o Big Bang? Do choque de partículas sub-atômicas. E de onde vieram as partículas?
Acho que me fiz entender. Sempre chega um momento em que devemos simplesmente aceitar as coisas e parar de perguntar para não esbarrar numa área que escapa da ciência. Se os antepassados da “mãe” fossem revelados, ainda seria cobradas respostas sobre os antepassados de seus antepassados, e assim por diante. Aceitar que a história se inicia com a “mãe” não é deixar de cobrar respostas, é ter a sensatez de perceber que a história de Lost é somente sobre os sobreviventes da Oceanic, então tudo que precisamos saber é a origem das pessoas que os trouxeram para a ilha, pois é ali que a nossa história tem início. Tudo que vem antes disso é completamente dispensável e fora do foco principal.
Os insatisfeitos que cobram respostas sobre questões inimagináveis seguiram reclamando de praticamente tudo sobre o episódio. A luz, o coração da ilha, um elemento tão bonito e poético, foi tratado como algo simplório e ridículo, jogado às pressas para o final. Os críticos parecem ter esquecido que desde o começo da série foram mostradas as propriedades eletromagnéticas da ilha, e que a própria luz já havia dado o ar de sua graça, pois, como descobrimos, a roda que desloca a ilha no tempo e no espaço faz parte de um sistema que se conecta a essa mesma luz. “Mas como funciona o sistema?”. De novo, se esbarra no questionamento que retroage infinitamente. O que interessa para a história de Lost é que a roda está lá. Ver que o homem de preto foi o responsável por sua elaboração é toda resposta que se deve exigir, e ela foi dada.
Across the Sea segue essa linha de revelações e reclamações injustificadas ao longo de toda sua duração. Quando é revelado que a origem do monstro de fumaça é o corpo do irmão de Jacob sendo jogado na tal luz que é o coração da ilha, muitos ainda se perguntam “mas o que exatamente aconteceu na luz?”. A verdade é que tudo isso é fruto de um erro de percepção: Os que partem da falsa premissa de que Lost é uma série sobre perguntas e respostas, saem frustrados. É compreensível que pessoas, ao encontrarem um enigma, partam do pressuposto de que a resposta para ele será importante. O que não é compreensível é que as pessoas assistam Lost por seis anos e não tenham percebido que o mais importante elemento do seriado nunca foram as respostas para os enigmas, mas sim o desenvolvimento e interação dos personagens afetados por esses enigmas.
Parece até que eu estou defendendo um episódio desprovido de respostas, mas o fato é que Across the sea nos mostra tudo que é preciso saber sobre as relações entre Jacob e seu irmão. É revelado como e por que Jacob assumiu o papel de protetor da ilha, como e onde nasceu a rivalidade entre os dois, por que o monstro de fumaça procura matar Jacob desde então… Em resumo, tudo que é essencial para a construção psicológica dos personagens foi respondido, sem deixar quaisquer pendências. Se antes o homem de preto podia ser encarado como um vilão sem escrúpulos, depois deste episódio pudemos constatar que ele era apenas um homem atormentado pelas mentiras que lhe foram contadas desde seu nascimento. Brilhante construção de personagem.
Embora o final da série e Across the Sea sejam separados pelo ótimo episódio preparatório “What They Died For”, a verdade é que sua percepção sobre o primeiro dita com exatidão o que você achará do fim. Se você, acertadamente, entende que Lost é um seriado sobre pessoas, e seu maior interesse é ver como suas histórias serão fechadas, você está pronto para a jornada final. Se, por outro lado, assiste Lost apenas para obter as respostas para enigmas irrelevantes como “de onde veio a Mãe?” ou “Pra onde foi o tubarão da Dharma?”, então o melhor a fazer seria assistir a série desde o início novamente e tentar captar o real foco do seriado porque, francamente, você não é digno de acompanhar o fim Lost.
Fica a impressão de que eu estou organizando as coisas em preto e branco, separando aqueles que merecem ver o final daqueles que não merecem, como se só existissem dois caminhos possíveis, mas não é bem assim. Existem centenas de modos diferentes de encarar o seriado, até porque o final é aberto a interpretações. Mas a única coisa 100% certa na história da série é que ela é, foi, e sempre será sobre as pessoas. Quem questiona isso está simplesmente negando a realidade. Claro, há estações Dharma e viagens no tempo, mas elas sempre foram meros acessórios na vida e desenvolvimento dos losties, e se você, por alguma razão, conseguiu se importar mais com esses elementos do que com os personagens, sinto informar mas perdeu seu tempo, e a culpa foi única e exclusivamente sua. Lost sempre se vendeu como um drama com contornos de Sci-fi, e não o contrário.
O episódio final, “The End”, não é apenas um grande episódio. É o melhor episódio já desenvolvido para a televisão até hoje. Foi tecnicamente irrepreensível, e emocionante como nada que eu já tenha visto antes. Quem entende minimamente de Lost já sabia que o final seria comovente, mas acho que ninguém imaginava o quão poderoso e devastador ele poderia ser. Pergunte a qualquer um que assistiu ao episódio se ele terminou a experiência mergulhado em lágrimas e obterá sempre a mesma resposta. Porque Lost, em seu final, não tratou de perguntas supérfluas e irrelevantes. Não, Lost falou de questões existenciais que interessam a todos nós.
Mas antes de mergulhar na história do series finale, eu preciso registrar alguns elogios. Primeiramente ao grande maestro Michael Giacchino, um homem cujas composições chegam a rivalizar em qualidade com as do mestre John Williams. Cada nota do episódio é cuidadosamente planejada com carinho para causar o máximo de emoção possível. Além disso, praticamente todos os temas da série dão as caras no final, causando alegria e nostalgia nos fãs mais atenciosos.
O diretor Jack Bender, o mais tradicional da série, também acerta em cheio e entrega um episódio ágil que é uma verdadeira montanha russa de emoções, pois a ação frenética é sempre intercalada com cenas de amor e redenção, não lhe dando um segundo sequer para respirar ao longo das quase duas horas de duração. Quando você não está consumido pela adrenalina, está consumido pelas lágrimas. Tudo na medida certa. (Leia-se: Tudo em doses cavalares.)
Jack Bender também sabe tirar o máximo de seus atores, e todos eles pareciam dispostos a dar seu melhor no episodio derradeiro. Não há prêmios emmy suficientes no mundo para descrever a performance de Terry O’ Quinn como Locke/Flocke. Sua cara de insanidade deslumbre ao encontrar a luz da ilha, e sua comovente expressão no momento em que entende o papel do universo paralelo são o máximo que um ator pode aspirar alcançar na vida. Também dignas de elogio são as performances de Matthew Fox, o Jack, que teve um material excelente para trabalhar, e nos convenceu e emocionou o tempo inteiro, e Michael Emerson, o Ben, que infelizmente não teve tanto tempo de tela nesta temporada, mas que sempre forneceu atuações do mais alto nível. Citar o nome de todo o elenco consumiria espaço demais, mas fica o registro de que absolutamente todos os envolvidos no projeto deram seu melhor. Até mesmo Evangeline Lilly faz um bom trabalho, de modo que ficou impossível não nutrir simpatia até mesmo pela sempre odiosa Kate.
Também é impossível não me rasgar em elogios a dupla de roteiristas Damon Lindelof e Carlton Cuse, que escreveram a história mais bonita de nossa geração. Repleto de referencias a temporadas passadas, o episódio definitivo de Lost nos lembra constantemente que tudo pelo que passamos serviu para nos conduzir até este momento derradeiro.
Todas as questões importantes da ilha foram resolvidas no decorrer do episódio, todos os conflitos foram solucionados, e tudo foi o mais épico e climático possível. Os reencontros finais entre os personagens comoveram até mesmo os mais insensíveis, e se você não chorar com alguma das redenções e reencontros, pelo menos pode ter a certeza de que vai chorar nos dez minutos finais com a mensagem de apelo universal do seriado.
Com o passar dos anos, nos acostumamos a receber tapas na cara com as reviravoltas dos finais de temporada, mas é seguro afirmar que nenhum foi tão intenso e gratificante quanto a reviravolta final: O universo paralelo, até então encarado como uma bifurcação de caminhos, a estrada não tomada, uma variável de nossa história, era, na realidade, um outro plano de existência, atemporal. Chame de purgatório, de plano superior, chame do que bem entender, o que interessa é que todos os personagens foram para lá após cumprirem seus papéis por aqui, em busca da redenção final. Tudo que assistimos ao longo da temporada e que podia parecer tolo ou sem propósito no início acabou adquirindo uma profundidade inacreditável.
Numa análise fria desse cenário, você pode pensar que todos viveram vidas miseráveis no nosso plano. Quantos personagens não morreram deixando pendências e dores para trás? Veja o caso de Locke, que foi assassinado por Ben e nunca pôde comprovar se era especial ou não, e sequer pôde testemunhar Jack se tornando um homem de fé. Veja Faraday, que viu sua amada Charlotte morrer em seus braços pouco antes de ser morto pela própria mãe. Praticamente todos os personagens nos deixaram com um histórico de sofrimento para trás.
Mas então você encontra os personagens novamente nos flash-sideways e percebe que o que interessa não é a dor nem o que você realiza ou deixa de realizar na vida, mas sim as pessoas com quem a sua jornada foi compartilhada, pois é essa relação que persiste quando todo o resto se vai, e é através delas que os personagens acham sua redenção e conseguem, enfim, se encontrar.
Tudo se encaixa de modo sublime. Jack, sempre tão focado em ajudar os outros em vida, é ajudado por todas as pessoas importantes que passaram por seu caminho a encontrar seu lugar. A simetria é belíssima: Jack começa sua jornada acordando na selva, perdido e sem rumo, e encerra sua aventura deitando, agora realizado, exatamente no mesmo lugar, só que agora com um sorriso no rosto. Sorri porque sabe que fez parte de uma experiência maior que ele mesmo. Encontrou seu propósito afinal, e agora pode descansar com seus amigos.
E depois de derramar tantas lágrimas nós também devemos sorrir. Porque não assistimos apenas um seriado, nós vivemos um evento que será lembrado para sempre. Somos afortunados porque tivemos a honra de olhar nos olhos de Lost, e o que nós vimos foi lindo.
POPoints: 100%
– Thomas Schulze