PS3/X360 – Scott Pilgrim vs. The World (2010)

4 10 2010

A mesma velha história de sempre... Garoto conhece garota, garoto se apaixona pela garota, garoto precisa derrotar os sete ex-namorados malignos da garota.

Uma das razões pela qual a HQ canadense Scott Pilgrim vs. The World fez um enorme sucesso no mundo das histórias em quadrinhos foi o modo como o autor Bryan Lee O’Malley conseguiu dialogar diretamente com o público jovem, fazendo referências a seu estilo de vida, e, ao mesmo tempo, carregando a obra de referências nostálgicas. Neste sentido, o jogo Scott Pilgrim vs the world fica o mais próximo possível de seu material de origem, pois mesmo tendo uma roupagem condizente com os tempos atuais, com seus gráficos sensacionais em alta definição, é uma obra pesadamente inspirada em games antigos.

O jogo é um clássico beat ‘em up. E como tal, se aplica a regra que serve a todos os jogos do gênero: “Jogou um, jogou todos”. O que, é claro, não deve ser encarado como uma crítica, especialmente porque Scott Pilgrim vs the world se une a The Simpsons Arcade Game, Streets of Rage e Double Dragon como um dos grandes jogos do gênero. O único “problema” é que, se beat ‘em ups não fazem seu estilo, não é aqui que você vai mudar de opinião. Dito isto, para os fãs do estilo, trata-se de um prato cheio.

O jogador pode controlar qualquer um dos quatro principais personagens da série, então é possível espancar seu caminho pelas gélidas ruas de Toronto controlando Scott Pilgrim, Ramona Flowers, Stephen Stills, ou Kim Pine. Cada um, claro, com movimentos, pontos fortes e fracos únicos. Pense em cada personagem como uma tartaruga ninja do game Teenage Mutant Ninja Turles: Turtles in Time e terá uma boa ideia do que esperar em termos de habilidades de luta.

Se você não admira um jogo cuja tela de seleção de personagens é inspirada em Super Mario Bros. 2, está no site errado.

Não obstante, a comparação mais justa em termos de jogabilidade seria o clássico River City Ransom, que parece ter servido de esqueleto para o game. Afinal, é possível interagir com objetos largados pelo cenário, desde tacos de baseball até bolas de neve. Cada inimigo derrotado deixa dinheiro no chão, que pode ser usado para melhorar o personagem e o transformar numa pequena máquina de matar. Aliás, para auxiliar na matança, há suporte para quatro jogadores em modo co-operativo. Mas nem sinal de um modo de jogo online, então é preciso encontrar três amigos e dividir o sofá para usufruir de toda a diversão que o game tem a oferecer.

A trama segue a mesma ordem da história em quadrinhos. Para os que não estã familiarizados, Scott Pilgrim deve derrotar a liga dos sete ex-namorados do mal de Ramona Flowers a fim de poder ficar com a garota para sempre. Simples assim. O game possui uma fase para cada ex-namorado, resultando num total de sete níveis de insanidade e psicodelia crescente que devem ser batidos a fim de enfrentar o temível vilão Gideon no último nível.

O número de fases é adequado, especialmente considerando a alta dificuldade do game. Numa campanha single player, retornar para fases antigas a fim de subir o nível do personagem é praticamente essencial para conseguir zerar a aventura. E vale frisar, fazer isso não é frustrante e/ou entediante, muito menos um truque barato para fazer a campanha durar mais, já que é bastante divertido e gratificante revisitar cenários e ver o personagem ficar mais forte e chutar mais e mais bundas canadenses.

A trilha sonora é cortesia da banda de chiptune Anamanaguchi e é incrivelmente empolgante, honrando a memória de grandes trilhas sonoras 8-bit como MegaMan e Contra. É a típica seleção de músicas que deveria ser lançada em CD, pois gruda na cabeça e dá vontade de ouvir mesmo quando não se está jogando.

Cofrinhos alados, estrada em forma de arco-íris, blocos do Super Mario no caminho, erros de programação no céu... Um típico dia na vida de Scott Pilgrim.

O grande mérito do jogo Scott Pilgrim vs. the world é capturar perfeitamente o clima dos quadrinhos e dos games beat ‘em up dos anos 1980 e 1990, e ao mesmo tempo ter um brilho próprio que o consagra como um dos games mais divertidos do ano. Por apenas US$10,00, é um game absolutamente essencial em qualquer biblioteca, e potencialmente o melhor download do ano.

POPoints: 88%

– Thomas Schulze

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