Is This indie (2011)

21 02 2012

O melhor CD da última década? Possivelmente.

 

Você, leitor fiel do Verdade Absoluta, sabe muito bem que isto aqui é mais do que um site. Você não chega a 1.444 comentários e 85.000 visitantes sem fazer alguns inimigos. E o Verdade Absoluta pode se gabar de ter os inimigos mais patéticos do mundo.

 

A nossa missão aqui sempre foi glorificar o que está certo, mas principalmente combater o que está errado. E eu não estou falando dos hate comments de pessoas idiotas e semi-analfabetas que eu e o Gerhard fazíamos questão de responder um por um. Não, quando eu falo de inimigos, eu quero dizer que nós sempre tentamos lutar contra o que está errado no mundo, e proteger os bons valores. Parece piegas, provavelmente é, mas também é verdade: Cada crítica a Prepúsculo, Pitt, Arctic Monkeys, e Lady Gaga, sempre procurou levar a juventude pro bom caminho. Um caminho com mais Stallone e menos Pucca. Mais Oasis e menos Bom Boi Bicycle Club. Mais Ricky Gervais e menos Kibe Loko.

 

E por um tempo nós tiramos as rodinhas do mundo e deixamos vocês andarem sozinhos pra ver como se sairiam. O resultado? Aqui estamos nós, mais de um ano depois do último post, vendo o blog Rock N Beats achar que seria uma boa ideia pegar uma das poucas coisas irrepreensiveis dos anos 2000, o cd Is This It, dos Strokes, e tornar o disco uma merda. No blog eles provavelmente diriam que apenas reimaginaram todas as músicas com uma pegada folk. Mas eu prefiro simplificar e dizer “tornaram o disco uma merda”, porque é mais honesto e passa a mesma mensagem.

 

Quem lê meus reviews musicais sabe que eu costumo avaliar os cds faixa a faixa, até mesmo pra provar que ouvi tudo. Mas hoje não. Hoje não… Hoje siiim? Bom, mais ou menos, vocês vão ter que agir de boa fé e confiar que eu joguei meu orgulho no lixo, curti a página do Rola N Beats no Facebook, e ouvi o cd todo quatro vezes pra avaliar tudo com justiça. (Mentira, foram apenas duas ouvidas. Viu onde a boa fé te leva na vida?)

 

Enfim, ao invés de reclamar das faixas uma a uma, eu acho mais válido abrir a análise do disco reclamando do projeto em si. Se vocês perderam o título do post em letras garrafais, o álbum se chama “Is This Indie?”, num jogo de palavras com “Is This It”. Pescaram? E meu maior problema com o projeto já vem daí. Tá tudo errado já na merda da capa ostentando essa porra de título. “Is this INDIE?” No, it isn’t. Um nome mais correto seria “Is this shit?”

 

A pior coisa que já aconteceu pra humanidade? Possivelmente.

 

 

Porque sabem o que era Strokes no começo da década passada? Pra quem não acompanhou, Strokes era rock. Rock sujo, bom, e honesto. Rock de garagem. Strokes não é e nem deve ser unido a essa porra de folk de merda que nego está querendo enfiar na minha cara neste tributo. Eu acho muito válido fazer releituras de músicas, repaginá-las completamente… Mas, por favor, não faça a mesma coisa em todas as faixas. E, se for fazer isso, não faça com pegada folk.

 

Até porque o que tornou Strokes surrealmente foda na época é que essa banda era muito mais do que indie. Ela se distanciou demais do que a galera hipster curtia, mas sem alienar esse público. Ironicamente, dá pra argumentar que Strokes fazia o que o Coldplay faz hoje e irrita tanta gente metida a antenada: Strokes fez ponte entre o indie e o mainstream: O homem médio ouvia Strokes no carro. Bebia e ouvia Strokes. Comia a namorada ouvindo Strokes.

Hoje temos esses cabacinhos ouvindo Fleet Foxes e se achando descolados, e ainda querem botar Strokes retroativamente no mesmo grupo. Porra, enrola o cabaço no pau e enfia no cu.  Quando Strokes veio ao Rio, no auge da popularidade, eu fui ao show do Cais do Porto com dois lelesks de Niterói. E tinha todo tipo de gente lá. Inclusive hipsters, é verdade, mas muita patricinha, muita gente normal de bobeira, e principalmente roqueiros de jeans sujo e cerveja na mão, celebrando a música. Então quando você lança um cd 2011 revisitando essa época, não vem na minha cara fazer arranjo folk-indie e me falar que Strokes é a nada de gente alternativa, porque não é.

 

Agora que isso saiu do caminho… Se você realmente quiser ouvir este disco, me permita te passar o caminho das pedras. Você deve ouvir a versão do Cicero pra Barely Legal. É facilmente a melhor coisa do disco. Tem uma vibe meio Professor Layton, é genuinamente interessante, vale uma ouvida de boa vontade. O resto das faixas, vou ser honesto com vocês, eu já descurti o Rola N Beats no Facebook e daria algum trabalho googlar agora quem gravou qual versão de tal música, porque eu só anotei os nomes das músicas conforme ia dando notas, então se vira aí se quiser saber quem está tocando.

 

Então, Is this it e modern age são péssimas e folk. Soma tem uns instrumentos de sopro legaizinhos, curti de leve. Someday soa como se Chris Martin tocasse Fix You mas sofresse de autismo. Alone Together é mais daquele folkzinho mais ou menos. Last nite é como se aquela banda bem intencionada mas musicalmente limitada dos seus amigos fizesse um cover numa apresentação de escola. Não é muito folk, então yay! Hard To Explain eu nem me lembro como soa, nem joguei nenhuma obervação do lado no meu txt de review do disco, só uma nota 5, então imagino que é outro folk mais ou menos. New York City Cops é um lixo e uma ofensa a tudo que existe no mundo. Trying Your Luck melhora um pouco o disco, mas foda-se a essa altura. Take It Or Leave It é a mais… Rural do disco. É como se você pegasse Kings of Leon, tirasse o talento, e botasse Britto Junior no lugar. Surpreendentemente, isso soa menos pior que a maioria das outras faixas. When It Started, só pra me quebrar, não é folk. Tem toda uma vibe meio Bjork do 3º mundo. Aí vem “Rosa”, que se eu não perdi alguma coisa, é completamente aleatória com sua letra marota em português. Tivesse sido cantada com a letra original, seria uma versão mais legal que a Last Nite deste álbum. Aí o disco fecha com uma versão maneirissima de Sagganuts. É bem legal mesmo, se você se importar ainda. É, ouve isso e Cícero e ignora o resto do cd, é o melhor que você faz. Ou não ouve porra nenhuma e vai viver. Mas volta aqui em algum momento que a gente vai fazer um podcast. Semana que vem. Ou ano que vem.

POPoints: 05%

– Thomas Schulze

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2 responses

7 05 2012
aníbal

Claramente, não fazes ideia do que seja folk…

14 10 2013
Caio

Essas bandinhas de jornalista são mediocres, só coisa para gente que acredita em enlatado, ateh o New Metal teve mais repercurção com SOAD, Slipknot e link park..

Ridiculo essas bandinha de playboy rock.

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