Eclipse (2010)

3 07 2010

Suspensão de descrença: Robert Pattinson tem 17 anos.

É difícil compreender o que se passa na mente de Stephenie Meyer. Claro, ser uma gorducha rejeitada, patética e praticamente analfabeta provavelmente contribuiu para ela escrever a vingança literária contra o mundo que é a saga Crepúsculo, mas é difícil de acreditar que após 3 filmes (e três livros, que abordam os elementos da história com muito mais detalhes) Edward “Bob Pattinson” Cullen não tenha fincado absolutamente nada em Bella. É simplesmente impressionante.

Eclipse é, para todos os efeitos, um filme melhor que Prepúsculo e Lua Nova. O filme traz mais ação, menos romance imbecil e tenta forjar melhores diálogos. Mas o que mais irrita é a insistência em manter a mesma estrutura de sexualidade reprimida dos outros dois.

Os personagens principais estão de volta. Jacob, interpretado pelo abdômen de Taylor Lautner, não acrescenta nada de relevante à trama. Ele força Bella a admitir que sente alguma coisa por ele e ganha absolutamente nada com isso. Bella, por sua vez, muda. Se a garota não é um personagem sensacional, pelo menos abandonou a personalidade de pêra e o hábito de deitar em posição fetal, ambos explorados nos primeiros filmes. Já Pattinson resolveu mudar seu estilo de atuação. Sai o Edward completamente desprovido de qualidades dos dois filmes anteriores, com sua eterna cara de cachorro sem dono e entra… hahaha, te peguei. Ele continua o mesmo imbecil brilhante (literalmente) de antes.

Salsi Fufu, ié ié!! Bilu bilu tetéia!

Pra ser sincero, Edward conseguiu piorar. Todas as qualidades que as pessoas atribuíam a ele (e nunca eram exibidas pelo personagem) continuam sem dar as caras, mas o “vampiro” aqui tem a moral de ser possessivo ao extremo, tratando Bella como um saco de esterco. Ainda assim, Patty-Boy ainda arranca suspiros das menininhas no cinema, o que com certeza é um dos sinais indicando o apocalipse. O fato de Edward ser considerado um cavaleiro em armadura brilhante do século XXI mostra que Meyer conseguiu mandar um gigantesco foda-se para a sociedade.

Para alegria de absolutamente ninguém na face da Terra, os Volturi estão de volta no filme. E a participação deles é tão relevante quanto este parágrafo.

Fuck you, Dakota Fanning. Fuck. You.

“Mas caro Gerhard, seu ousado ourives da crítica, cadê a trama? Você não viu esta pepita e está falando sobre ela?”. Bem, vamos à trama. Victoria, uma personagem perdida do primeiro filme, quer matar Bella usando um exército. Wow. A princípio você pensa: “Overkill”, até constatar, perplexo, que o exército tem cerca de 12 integrantes. E aí você se surpreende por ter se surpreendido: desde sempre a série Prepúsculo tem uma abordagem muito liberal sobre os termos usados em sua mitologia, sendo o principal deles o termo “vampiro”, que passou de badass womanizer da noite para chorão purpurinado e sem testículos.

Nosferatu flagrado por um papparazzi no exato momento que viu o mito do vampiro ir por água abaixo.

Existe uma cena particularmente constrangedora em Eclipse. Bella, querendo liberar o playground pro Edward, explicitamente querendo o coito, e o vampiro maravilha negando. Eu não quero deixar implícito que ele é uma bicha impotente, por isso, vou explicitar: Edward Cullen é uma bicha impotente. Não é possível que eu tenha acabado de ver a cena que eu vi, dentro e fora das telas. Enquanto Pattinson, do alto de sua performance marcante pela miríade de matizes, negava fogo, justificando tudo com alguma babaquice envolvendo matrimônio, o cinema foi invadido por suspiros. Enquanto Crepúsculo atacou o cinema enquanto arte, Eclipse coroa a série como uma afronta à humanidade.

O problema é que se passaram três filmes. E nada. A tensão sexual em Eclipse é o suficiente para construir uma bomba (de tensão sexual, aparentemente, eu me perdi na analogia), mas Meyer se recusa a liberar alguma válvula. Em vez disso, temos Jacob sem camisa durante o filme todo, em uma objetificação vazia, barata e imbecil do homem, além da manutenção da sexualidade na estaca zero. O que eu quero dizer é: Bella precisa tirar a camisa.

"Essa imagem não tem relação com a frase anterior." - Departamento de imagens e mentiras do VA

Mas por imbecil que o filme seja, ele consegue ser mesmo o melhor da franquia. A ação tem qualidade, surpreendentemente, e o filme tenta ser engraçado ocasionalmente. Ele falha miseravelmente durante grande parte do tempo, mas a tentativa é nobre. Outro ponto fundamental é Charlie, pai de Bella, que mantém seu papel cativo como O cara desde Lua Nova. O bigodudo dispara as melhores falas do filme e é entretenimento puro em cada minuto que aparece na tela.

"Não, Gerhard, você que é O cara" - Charlie, após ser contactado pelo VA, no nosso escritório em Spoon, cidade vizinha de Forks.

Eclipse melhora sim alguns problemas da franquia, mas ainda é retardado. No fim das contas, mesmo com mais ação, mais pressão e mais tensão, Eclipse falha em botar pra fuder. Literalmente.

45% POPoints

– Gerhard Seibert

Thom diz:
jogar essa bagagem fora seria um desperdício
livros lidos só servem pra impressionar mulher, nada mais
Gerhard Brêda – Laboratorista pop diz:
A pior coisa possível seria odiar quem gosta, tecnocamente
tecnicamente*
Thom diz:
Ah, ok, depois disso. hahahahha




Sherlock Holmes (2009)

17 01 2010

Uma das melhores duplas da atualidade.

Se você acreditava, utilizando seus poderes de dedução comparáveis aos de Sherlock Holmes, que eu começaria este review com alguma frase espirituosa (e clichê, há de se convir) como “Elementar, meu caro Watson” ou “Guy Ritchie está de volta”, você está completamente errado e seus poderes de dedução são um lixo. Elementar, meu caro leitor.

À trama, sem delongas:  Sherlock (Robert Downey Jr.) e Watson (Jude Law) desmantelam um culto liderado pelo nobre Lord Blackwood (Mark Strong, em performance fraca). Este é o último caso de Watson, que vai se mudar do tradicional apartamento na Baker Street e vai morar com sua futura esposa, Mary. Blackwood é enforcado, caso encerrado… ah, claro, não. Blackwood levanta dos mortos e sai de sua tumba. Holmes e Watson voltam ao caso e devem impedir que o nobre consiga concretizar seus planos. No meio do caminho, Holmes encontra a fraca personagem Irene Adler (interpretada sem nenhum destaque por Rachel McAdams) e tenta lidar com a saída de seu parceiro.

Sherlock Holmes, por Guy Ritchie, não é exatamente perfeito. O vilão, embora seja ameaçador e bastante sherlockiano, é relativamente simplório e Irene é, em seus melhores momentos, promissora. Em seus piores, chega a ser patética. É impossível saber exatamente o que ela quer ou para que ela serve no filme (na verdade é bem fácil, ela não serve para absolutamente nada). Ela e Holmes tem uma backstory mal desenvolvida, e McAdams não consegue se decidir por ser uma personagem cativante, uma femme fatale ou uma donzela em perigo. Acaba sendo tudo e nada, no fim das contas.  

Irene Adler, pulando de uma personalidade para a outra.

No entanto, estas pequenas máculas são mais que encobertas pela química da dupla principal, Sherlock e Watson, uma das melhores dos últimos anos. Sherlock Holmes é um “buddy cop movie”, nos moldes de Máquina Mortífera. Por outro lado, como não poderia deixar de ser, o personagem principal é um excelente detetive. E, resgatando elementos obscuros da obra de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock é um excelente lutador. O cara é, basicamente, o Batman da época.

Algo assim, na verdade.

É realmente notável o quanto Sherlock Holmes se parece com os tradicionais “buddy cop movies”. Holmes é o personagem talentoso, mas inconsequente, o canhão prestes a disparar, o excêntrico. Watson, por outro lado, é o personagem organizado, responsável e que está prestes a “se aposentar”. Temos também, é claro, o inspetor Lestrade, que calça confortavelmente os sapatos do superior carrancudo que troca farpas com o personagem excêntrico. Brilhante, por parte do time de roteiristas, a ideia de desenterrar esse gênero tão popular nos anos 80 e repaginar para a nova geração.

O estilo de Ritchie está presente na fotografia ágil, mas se engana quem acha que verá um Snatch – Porcos na Era Vitoriana. O maior acerto do diretor está no emprego da visão analítica de Holmes para as lutas. O detetive avalia os alvos dos golpes, deduz as reações e calcula os efeitos dos golpes. Brilhante. Ritchie também brilha em uma cena com explosões, uma das mais interessantes que eu vi nos últimos anos. Em slow motion completamente justificável, explosões enfeitam o ambiente e são envolvidas por uma cortina inquietante de silêncio. Pode ser um dos melhores momentos do diretor até hoje.

Por fim, vale destacar que nenhuma observação de Holmes sai do nada ou fica sem explicação. O filme não é didático ao extremo, ele não subestima você. Mas também não superestima, como os livros por vezes faziam. Holmes via um lápis no chão e deduzia que alguém havia sido baleado e ainda jogava um “Elementar, meu caro Watson” para coroar a situação.  

"Elementar? Cara, as vezes, eu acho que você inventa essas explicações, só isso..."

É bom ver que um personagem que inspirou tantos personagens (Batman, House, só pra citar dois excelentes e deixar você, leitor, satisfeito) está recebendo um bom tratamento no cinema. Que venham as sequências.

 

POPoints: 90%

-Gerhard Seibert





Twitter do Verdade Absoluta

2 01 2010

Olá, caros e amados leitores do Verdade Absoluta!

Como vocês devem ter notado, o site passou por algumas mudanças. O banner, que era pueril e retardado, foi substituído por uma pequena pepita photoshopada em hi-def, cria do nosso estagiário designer Bruno Costa, que se junta à equipe do VA cheio de planos que jamais se concretizarão.

Se junta também à equipe Isabela Sampaio, que vai impedir que nós, Thomas Schulze e Gerhard Brêda, cometamos erros grosseiros de português, além de comandar o Twitter do Verdade Absoluta. Twitter? Sim, meu caro, você pode não saber, mas nós agora temos um, que vai divulgar os links de novas postagens, além de pequenas verdades absolutas no decorrer do dia. Um must follow. O link:

www.twitter.com/absolutaverdade

Espero que vocês tenham um bom 2010, com o VA crescendo cada vez mais. Um abraço.

– Equipe do Verdade Absoluta





Prêmio Verdade Absoluta 2009 – HQs

31 12 2009

Melhor HQ: Y – O Último Homem

A série não é de 2009, mas a Panini jogou no mercado brasileiro neste ano que se acaba: Y: O Último Homem. Humor? Check. Boa trama? Check. Boas situações, traço, personagens? Check, check, check, cacete. Escrita por Brian K. Vaughn, um roteirista de Lost, a série, no momento da publicação, está ainda no primeiro volume, mas tem excelente potencial. Uma das leituras mais prazerosas desde Preacher.

Se todos os homens morrerem e restar apenas Yorick, a humanidade ainda não está perdida.

Menções Honrosas: Wolverine VS Hulk e Vertigo

Outro roteirista de Lost nas bancas, Damon Lindelof lançou a minissérie Wolverine VS Hulk pela Marvel Millenium. O resultado é uma HQ simples, mas MUITO bem escrita com boas doses de humor e ação. O tema parecia batido, mas foi surpreendentemente bem abordado. Vertigo lançou duas edições em 2009. Cada uma, com cinco histórias, segue bem a linha da editora, arremessando conteúdos maduros e nenhum super-herói. Apesar de ter alguns erros, Vertigo tem muitos acertos e a iniciativa de lançar quadrinhos adultos é valiosíssima. Valeu, Panini!

Wolverine: "Você tá com cárie." Hulk: "FUUUUUUUUUUU"

Destacar Lugar Nenhum na capa pareceu uma ideia boa na hora.

Pior HQ: Invasão Secreta

Invasão Secreta foi o grande evento da Marvel em 2009. Eu confesso que não li TODAS as ramificações da minissérie que pipocavam nas outras revistas da editora (eu tenho uma vida), mas eu li alguns (como Invasão Secreta Especial 4, que conta com Deadpool em uma história fraca e inútil na trama geral). E, cacete, que evento fraco. A história se dividiu em duas, a linha de frente, com pessoas normais tentando sobreviver à invasão Skrull estranhamente se tornou mais interessante que o fraco conto dos super-heróis se degladiando com Skrulls no Central Park. Sem dar spoilers, os heróis vencem, com consequências imbecis. Reino Sombrio já começou mal.

Em quem eu confio? Confiava em você Marvel... filha da puta.

– Gerhard Seibert e Thomas Schulze





Prêmio Verdade Absoluta 2009 – Cinema

31 12 2009

Melhor Filme

Tarantino está de volta. Cortando os excessos de Kill Bill Vol. II e revigorando a Segunda Guerra Mundial na cultura pop, o mestre produz um clássico moderno. Em uma era de blockbusters vazios como 2012 e Transformers: Revenge of the Fallen, Quentin Tarantino prova que o cinema autoral em Hollywood pode ter força, relevância e fluidez.

Israel não resolve seus problemas com a Palestina porque não tem Urso Judeu no exército.

Menções Honrosas: Watchmen e (500) Days of Summer

Watchmen é um dos que corre por fora. A obra de Alan Moore chega às telonas sem o aval do mestre, as a mão de Zack Snyder é habilidosa e conduz com fluidez a longa e complexa narrativa. O filme de HQs de 2009. (500) Days of Summer também leva destaque. Zooey Deschannel é Summer, possivelmente uma das melhores personagens femininas do século, em um filme cool, porém não forçado. Dramédia romântica de primeira.

"Diário do Rorschach, 31 de dezembro de 2009. Hoje, ganhamos um prêmio."

"Você tá escutando o podcast do Verdade Absoluta? Adoro eles!" (PS: Não temos um podcast.)

Pior Filme: New Moon


New Moon leva a honra dúbia de ser o pior do ano. A história romântica adolescente que surgiu dos livros de Stephanie Meyer não cola até agora. Edward e Bella são um casal completamente desprezível e os lobisomens indígenas jogados na trama não ajudam muito. O roteiro termina no mesmo ponto que começou, os personagens são rasos… Que venha Eclipse, provavelmente o pior de 2010.

Eu sei que não é uma foto oficial do filme, mas... What the fuck, Robert Pattinson, what the fuck?

– Gerhard Seibert, Thomas Schulze e Isa Sampaio





Prêmio Verdade Absoluta 2009 – Games

31 12 2009

PC


Vencedor: Modern Warfare 2

Tudo e superlativo em Modern Warfare 2. A trama abraça o exagero como um velho amigo, a mídia conservadora projeta as controvérsias às alturas, as explosões abundam em cada frame. Com grandes apostas, a Infinity Ward pode ter certeza que coleta grandes recompensas. O jogo é extremamente hypado, mas não há como questionar que MW2 é a experiência mais coesa em FPS do mercado. Em um ano fraco para o sistema, diversão e coesão são duas coisa valiosas.

Modern Warfare 2 osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você

Menções Honrosas: Street Fighter IV e Batman: Arkham Asylum

Street Fighter IV é, basicamente, o único jogo de luta para computador. Mesmo se fosse ruim, merecia estar entre os favoritos, mas o simples fato de ser excepcional, complexo e ainda assim acessível faz o jogo um dos mais memoráveis da história recente. Batman: Arkham Asylum coloca o cavaleiro das trevas contra o Coringa, confinado no manicômio mas famoso dos quadrinhos. Não é necessário falar mais nada. Ótimos gráficos, jogabilidade sensacional e excelente dublagem são apenas a cereja do bolo. Um ótimo bolo.

Pior Jogo: Darkest of Days

Darkest of Days tinha uma boa premissa. Infelizmente, tinha poucos recursos para executá-la. No jogo, você é um soldado da guerra civil americana que é resgatado por fuzileiros futuristas. Eles recrutam você para uma espécie de polícia temporal que busca manter a linha do tempo em ordem. Ah, sim, a jogabilidade é um lixo completo, so, there’s that. Se tivesse nas mãos de uma EA da vida, seria candidato a jogo do ano.

Darkest of Days. Shittiest of games.

Xbox 360

Vencedor: Batman: Arkham Asylum

Batman: Arkham Asylum é o melhor jogo baseado em quadrinhos já feito. Para qualquer nerd, isso já é o bastante, mas a Rocksteady foi além e entregou belos gráficos, trilha sonora, dublagem, jogabilidade e história, assinada por Paul Dini. Seja afundando o crânio de capangas nos corredores claustrofóbicos do Asilo Arkham ou se esgueirando silenciosamente na escuridão (para aí sim esmagar o crânio dos capangas), você se torna o Batman. E isso é o máximo que dá pra pedir.

Batman: Arkham Asylum é um tratado de como lidar com pacientes do hospício. Tough love.

Menções Honrosas: The Beatles: Rock Band e Resident Evil 5

O Fab Four marca presença nas três plataformas principais da atual geração com The Beatles: Rock Band. A Harmonix compilou momentos marcantes da banda em um jogo extremamente rico e artístico, para fãs e novatos. O alto preço do kit completo é o único obstáculo para a diversão. Resident Evil 5 jogou seguro. Abraçou a fórmula inovadora de Resident Evil 4, deu uma polida nos gráficos, mudou os cená

rios e fechou o roteiro da série. Alguns dizem que o jogo é redundante. Estávamos ocupados demais zerando o jogo pela oitava vez em modo cooperativo com tela dividida para dar atenção a essas pessoas.

Wii

Vencedor: New Super Mario Bros. Wii

New Super Mario Bros. Wii achou o equilíbrio exato entre nostalgia e novidade, hardcore e casual, e é sem dúvidas o grande destaque do ano. Resgatando a jogabilidade clássica da franquia e acrescentando multiplayer cooperativo/competitivo para até 4 jogadores simultâneos, o game permite que veteranos trucidem ou auxiliem os jogadores menos experientes. Ah, e o mais importante: Os Koopalings voltaram! (Agora só falta darem um sumiço no Bowser Jr.)

Wii love this game.

Menções Honrosas: Punch-Out!! e The Beatles: Rock Band

Um jogo que também se apoiou fortemente na nostalgia foi Punch-Out!!, mais um remake do clássico 8-bits do que propriamente uma atualização. (Obviamente, nada de errado nisso.) Claro, agora há suporte para os controles de movimento, mas utilizá-los é quase uma heresia. Jogue um game old-school com controles old-school e seja feliz.

Outro destaque do ano é The Beatles Rock Band que, assim como nas demais plataformas, é excelente e prova que os Beatles, definitivamente, são a maior banda de todos os tempos, e que sua música nunca vai envelhecer.

Playstation 3

Vencedor: Uncharted 2: Among Thieves

Uncharted 2: Among Thieves levou todos os prêmios da crítica. E merece. Gráficos embasbacantes, ritmo alucinante, jogabilidade sólida e uma história divertida que presta homenagem aos Tomb Raiders e Indiana Jones da vida. Nathan Drake é um excelente personagem e, apesar de Uncharted 2 não ser original em nenhum byte do blu-ray, é uma experiência sem igual (paradoxalmente). O fato de ser exclusivo do console-grill da Sony dá a ele o posto de melhor de 2009 para PS3.

Prince of Persia + Tomb Raider + Gears of War + Indiana Jones = Experiência única. Wait, whaaat?

Menções Honrosas: The Beatles: Rock Band e Infamous

Fab Four com instrumentos de plástico. Basicamente isso, basicamente genial. Infamous surge como outro exclusivo da Sony, mostrando que 2009 foi um bom ano para o PS3. Um GTA com superpoderes, Infamous emprega um sistema de moralidade, poderes elétricos, bons gráficos e jogabilidade em um pacote extremamente viciante. Eletrizante é pouco (e imbecil) para descrever este grande jogo.

Pior Jogo X360, Wii e PS3: Tony Hawk Ride

A ovelha negra da geração, Tony Hawk Ride é a pior experiência nas três principais plataformas. A franquia, que já estava moribunda, recebeu um duríssimo golpe com a prancha de skate com sensores que acompanha o produto. Simplesmente não funciona. Sem esforço algum, Skate 2, da EA, lançado no início do ano, vira rei do gênero. É a longa e dolorosa queda de Toninho Gavião, que nos alegrava tanto desde o glorioso Tony Hawk’s Pro Skater 2.

"Ok, agora pula... Não, pula!! PULA!! FUUUUUUUUUUUUU"

Nintendo DS

Vencedor: Professor Layton and the Diabolical Box

A franquia Professor Layton, incrivelmente popular no Japão, finalmente começa a ganhar força na América com a chegada de Professor Layton and the Diabolical Box. As aventuras de Layton e seu aprendiz Luke são sagazes, simpáticas, e incrivelmente inteligentes, sendo uma jornada obrigatória para qualquer gamer.

Eu prefiro cama. O professor, Layton. (Lame.)

Menções Honrosas: GTA: Chinatown Wars e Scribblenauts

Outra franquia de sucesso, GTA, surpreendeu ao entregar um épico capítulo portátil, que desafia o hardware do DS e eleva o padrão de qualidade do console com GTA: Chinatown Wars. Outro jogo que revolucionou, mas não por causa dos gráficos, foi Scribblenauts, que permite ao jogador escrever (quase) qualquer coisa, e na sequência interagir com o objeto imaginado, utilizando-o para solucionar enigmas.

Pior Jogo: Mega Man Starforce 3

O grande destaque negativo do ano para o DS foi o lançamento de Mega Man Starforce 3, uma ofensa a tudo que o nosso querido blue bomber fez pela indústria de games. Esse desperdício de silício deve definitivamente ser esquecido nas prateleiras, na esperança de sepultar esta série maldita e fazer a Capcom investir cada vez mais na série principal, ou talvez numa continuação para a série X.

"Mããããeeeeee, estão estuprando a franquia Mega Man denoooovo!!"

– Gerhard Seibert e Thomas Schulze

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Prêmio Verdade Absoluta 2009

30 12 2009

Bem, 2009 chega ao fim. Celebrando esse momento, resolvemos eleger os melhores do ano em diversas categorias pop, além dos piores. Games, quadrinhos, filmes…

É o Prêmio Verdade Absoluta da Porra Toda 2009. Amanhã começa, com nossa premiação de Games. Os vencedores levam absolutamente nada, além de fama, credibilidade e, com sorte, a chance de investir dinheiro no Verdade Absoluta.

Nossa equipe se juntou e decidiu. É a mais pura verdade, como sempre. Preparem-se, leitores.

A equipe do VA defende, acima de tudo, a sobriedade. Acima, nossa reunião de pauta.

– A Equipe do VA