NES – Super Mario Bros. 3 (1988)

21 02 2012

Perfeição

 

O ano é 1988. O Famicon é ligado e as cortinas sobem para anunciar que a maior, mais empolgante aventura do Mario até então está para começar. A expectativa não poderia ser maior. Levando o potencial do console até seu limite, Super Mario Bros. 3 chega para elevar os video-games a um novo nível!

 

Chega a ser complicado decidir por onde começar a listar as virtudes do jogo, já que ele transborda qualidade e carisma em todos os cantos, todos os itens, todos os cenários, todas as músicas… A trilha sonora de Koji Kondo é tão inspirada que até hoje você pode encontrar temas de Super Mario Bros 3 pipocando aqui e ali nos jogos da Big N. Os conceitos de mapas e rotas secretas lançados aqui são encontrados em jogos de todas as empresas até os dias de hoje!

 

Mas já que temos que começar de algum lugar, falemos então de uma das mais inspiradas criações do game, os Koopa Kids: Larry, Morton Jr., Iggy, Lemmy, Wendy O., Roy, e Ludwig Von. Se você é um leitor sagaz (ou mais velho. Mas vamos ficar com sagaz.) pode ter percebido que seus nomes foram inspirados em músicos famosos. Cada um dos lagartinhos tem um visual único e é responsável por guardar um cetro e uma nave de guerra do Bowser, e somente ao derrotá-los você pode avançar para o próximo mapa e desbravar um novo mundo em busca da princesa Peach.

 

A verdade é que são tantos modos diferentes de passar pelas fases que dificilmente você passará pelo jogo percorrendo as mesmas rotas duas vezes. Uma marreta pode quebrar uma pedra no mapa geral e te dar acesso a uma fase avançada. Mario pode se camuflar numa nuvem e passar batido por uma fase que lhe cause problemas. Warp Whistles podem levar instantaneamente a mundos avançados. Canos te levam te um canto ao outro do mapa.

 

São oito mundos para explorar, todos enormes e com temáticas únicas. É muito impressionante a quantidade de cenários que os magos da Nintendo conseguiram enfiar em um simples cartuchinho de NES. Desde cenários que acabaram virando clichês do video-game, como o mundo do deserto, o mundo da água, e o mundo do gelo, até ambientes mais exóticos como o mundo em que tudo é gigante, ou o mundo repleto de labirintos de canos, o fato é que as fases e rotas secretas trouxeram um senso de mistério e aventura incomparável. Em um tempo em que a internet e guias de jogo online ainda estavam longe de fazer parte do dia-a-dia dos jogadores, passar a tarde explorando cada canto do Mushroom Kingdom perscrutando cada detalhe em busca de novidades era um prazer enorme.

 

E essa exploração ficava ainda melhor com a verdadeira revolução nos power-ups que o game proporcionou. Claro que hoje é muito legal pegar a Bee Suit em Super Mario Galaxy e voar de uma flor para a outra, mas nada na história da franquia se compara com a sensação de pegar uma Racoon Leaf (Sim, esta mesma que acaba de fazer um retorno triunfal em Super Mario 3D Land!) e sair voando pelas fases. Tanto poder proporcionava uma sensação enorme de liberdade! Nada como olhar Goombas e  Koopas impotentes lá do alto do céu. Também havia a Tanooki Suit, que fornecia poderes similares, mas acrescentava a habilidade de virar uma estátua para enganar os inimigos; a Frog Suit, ideal para fases aquáticas já que melhora as habilidades de nado do Mario; a rara Hammer Brother’s Suit, que permite atirar martelos; e até mesmo o Kuribo’s Shoe, uma simpática bota verde (!) na qual mario pode entrar para pisar em plantas e inimigos com espinho.

 

Com Super Mario Bros. 3, Shigeru Miyamoto e sua equipe estavam dispostos a criar o melhor jogo da geração. Mas acabaram criando um dos melhores de toda a história, um clássico imortal que, com sua jogabilidade e direção perfeitas, sobreviveu ao teste do tempo e permanece até hoje como um dos maiores exemplares de excelência em design de video-game.

POPoints: 100% 

– Thomas Schulze

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PS3/X360 – Scott Pilgrim vs. The World (2010)

4 10 2010

A mesma velha história de sempre... Garoto conhece garota, garoto se apaixona pela garota, garoto precisa derrotar os sete ex-namorados malignos da garota.

Uma das razões pela qual a HQ canadense Scott Pilgrim vs. The World fez um enorme sucesso no mundo das histórias em quadrinhos foi o modo como o autor Bryan Lee O’Malley conseguiu dialogar diretamente com o público jovem, fazendo referências a seu estilo de vida, e, ao mesmo tempo, carregando a obra de referências nostálgicas. Neste sentido, o jogo Scott Pilgrim vs the world fica o mais próximo possível de seu material de origem, pois mesmo tendo uma roupagem condizente com os tempos atuais, com seus gráficos sensacionais em alta definição, é uma obra pesadamente inspirada em games antigos.

O jogo é um clássico beat ‘em up. E como tal, se aplica a regra que serve a todos os jogos do gênero: “Jogou um, jogou todos”. O que, é claro, não deve ser encarado como uma crítica, especialmente porque Scott Pilgrim vs the world se une a The Simpsons Arcade Game, Streets of Rage e Double Dragon como um dos grandes jogos do gênero. O único “problema” é que, se beat ‘em ups não fazem seu estilo, não é aqui que você vai mudar de opinião. Dito isto, para os fãs do estilo, trata-se de um prato cheio.

O jogador pode controlar qualquer um dos quatro principais personagens da série, então é possível espancar seu caminho pelas gélidas ruas de Toronto controlando Scott Pilgrim, Ramona Flowers, Stephen Stills, ou Kim Pine. Cada um, claro, com movimentos, pontos fortes e fracos únicos. Pense em cada personagem como uma tartaruga ninja do game Teenage Mutant Ninja Turles: Turtles in Time e terá uma boa ideia do que esperar em termos de habilidades de luta.

Se você não admira um jogo cuja tela de seleção de personagens é inspirada em Super Mario Bros. 2, está no site errado.

Não obstante, a comparação mais justa em termos de jogabilidade seria o clássico River City Ransom, que parece ter servido de esqueleto para o game. Afinal, é possível interagir com objetos largados pelo cenário, desde tacos de baseball até bolas de neve. Cada inimigo derrotado deixa dinheiro no chão, que pode ser usado para melhorar o personagem e o transformar numa pequena máquina de matar. Aliás, para auxiliar na matança, há suporte para quatro jogadores em modo co-operativo. Mas nem sinal de um modo de jogo online, então é preciso encontrar três amigos e dividir o sofá para usufruir de toda a diversão que o game tem a oferecer.

A trama segue a mesma ordem da história em quadrinhos. Para os que não estã familiarizados, Scott Pilgrim deve derrotar a liga dos sete ex-namorados do mal de Ramona Flowers a fim de poder ficar com a garota para sempre. Simples assim. O game possui uma fase para cada ex-namorado, resultando num total de sete níveis de insanidade e psicodelia crescente que devem ser batidos a fim de enfrentar o temível vilão Gideon no último nível.

O número de fases é adequado, especialmente considerando a alta dificuldade do game. Numa campanha single player, retornar para fases antigas a fim de subir o nível do personagem é praticamente essencial para conseguir zerar a aventura. E vale frisar, fazer isso não é frustrante e/ou entediante, muito menos um truque barato para fazer a campanha durar mais, já que é bastante divertido e gratificante revisitar cenários e ver o personagem ficar mais forte e chutar mais e mais bundas canadenses.

A trilha sonora é cortesia da banda de chiptune Anamanaguchi e é incrivelmente empolgante, honrando a memória de grandes trilhas sonoras 8-bit como MegaMan e Contra. É a típica seleção de músicas que deveria ser lançada em CD, pois gruda na cabeça e dá vontade de ouvir mesmo quando não se está jogando.

Cofrinhos alados, estrada em forma de arco-íris, blocos do Super Mario no caminho, erros de programação no céu... Um típico dia na vida de Scott Pilgrim.

O grande mérito do jogo Scott Pilgrim vs. the world é capturar perfeitamente o clima dos quadrinhos e dos games beat ‘em up dos anos 1980 e 1990, e ao mesmo tempo ter um brilho próprio que o consagra como um dos games mais divertidos do ano. Por apenas US$10,00, é um game absolutamente essencial em qualquer biblioteca, e potencialmente o melhor download do ano.

POPoints: 88%

– Thomas Schulze





Mario Kart 64 (1996)

15 04 2010

A sensacional e pilhante tela de abertura em toda sua glória 64 bits.

Para muitos, inclusive para este que vos escreve, Mario Kart 64 é a experiência multiplayer definitiva. Há quem diga que Goldeneye 007 possui multiplayer superior. Não é verdade. Goldeneye é, sim, um game superior, que conta com multiplayer robusto e um modo single player desafiador, que te faz sempre voltar para bater seus recordes de tempo, mira, etc.

Mas o fato é que, em 1996, não existia nada mais divertido que juntar-se a 3 amigos em frente a televisão e organizar campeonatos de Mario Kart 64.

Afinal, se as disputas para dois jogadores no Super Nintendo já era divertida, imagine o resultado do acréscimo de dois controles extras? Não é preciso ser um gênio para perceber que 2 controles + 2 controles = Diversão ao quadrado.

Nem mesmo a jogatina online de Mario Kart Wii consegue bater a diversão de disputar campeonatos locais com seus amigos.

Como não poderia deixar de ser, dos 16 para os 64 bits, atualizações foram feitas. Os gráficos, mais uma vez, são sensacionais. As pistas deixaram de ser micro-circuitos de 5 voltas, dando lugar a rallys de 3 voltas. Com a tecnologia 3d proporcionada pelo potente hardware do Nintendo 64, as pistas ganharam relevo, o que tornou toda a geografia muito mais interessante.

Dentre os novos circuitos, destaco Sherbet Land e seus irritantes (leia-se: geniais) pinguins bloqueadores de passagem, e Yoshi Valley e suas várias rotas que transformavam a pista em um verdadeiro labirinto. Por outro lado, algumas pistas são um tanto vazias, como Wario Stadium e Kalimari Desert.

Os itens, como era de se esperar, sofreram adaptações ao migrarem para a nova plataforma da Nintendo. Com os novos modelos de pista, itens como a peninha, que permitia saltar obstáculos e cortar boa parte do circuito, se tornaram inúteis e foram eliminados. Também sumiram as moedas que aumentavam a velocidade, o que tornou as colisões entre carros mais comuns, afinal, estas não eram mais punidas com a perda de moedas. Novos itens, como o casco triplo, se mostraram ótimas adições, e acrescentaram ainda mais tática para as corridas.

No geral, Mario Kart 64 é o mais equilibrado da franquia no quesito itens. É uma pena que, pouco depois de seu surgimento, o casco azul ficaria louco e tornaria as corridas inconvenientemente dependentes de sorte. Mas isso é assunto para os reviews futuros.

A lamentar, temos a exclusão de Koopa Troopa, a carismática tartaruga do exército de Bowser. Perdemos também Donkey Kong Jr., mas sua ausência praticamente não é sentida, já que em seu lugar entrou o próprio Donkey Kong. Wario também entra em cena, o que na época foi uma ideia sensata, mas…

...que acabou servindo de pretexto para a inclusão de péssimos personagens como Waluigi nas versões futuras.

Com novos itens, pistas maiores, e o dobro de jogadores, Mario Kart 64 é apenas levemente inferior a seu irmão mais velho, e um dos melhores jogos da biblioteca do Nintendo 64.

POPoints: 94%

– Thomas Schulze





Snes – Super Mario Kart (1992)

23 01 2010

A sensacional e pilhante tela de abertura em toda sua glória 16 bits.

Se existe um nome que pode ser associado à qualidade em videogames, esse nome é Shigeru Miyamoto. Não satisfeito em ser o pai dos jogos de plataforma, o gênio dos jogos decidiu que era hora de fornecer ao mundo a experiência máxima em games de corrida. E assim nasceu Super Mario Kart.

Curiosamente, não fosse pelos jogos de plataforma do próprio Miyamoto, Super Mario Kart poderia ser considerado o jogo mais influente da história. (De fato, o jogo chegou a ser eleito o mais influente da história pelo “Guinness World Records”) Afinal, quantos jogos de corrida entre mascotes que usam itens em pistas loucas você vê por aí? Sonic, Crash, personagens da Konami, e até mesmo Mega Man já se arriscaram nesta peculiar modalidade esportiva.

Super Mario Kart é sensacional, tudo bem, mas se não fosse por ele a gente nunca teria que aturar coisas como CTR. Pense nisso.

Em 1992, entretanto, ver mascotes em corridas insanas foi surpreendente. Com Mario no auge da popularidade após o lançamento das pepitas Super Mario Bros. 3, para NES, e Super Mario World, para SNES, Super Mario Kart provavelmente venderia milhões de unidades mesmo que fosse uma bomba.

Mas não foi uma bomba. Muito pelo contrário. Foi um casco vermelho, que atingiu em cheio seu alvo e trouxe alegria a milhões de lares.

Obrigado por tudo, Miyamoto.

Super Mario Kart conta com gráficos embasbacantes para a época, (cortesia do Mode 7) jogabilidade afiada, trilha sonora empolgante, efeitos sonoros que se tornaram clássicos, e diversão sem limites em vários modos de jogo: Campeonatos e dificuldades destrancáveis, time trials contra seu fantasma, e battle mode, introduzindo os clássicos balões a serem detonados.

Os cenários são ricos, coloridos, variados, e cheios de peculiaridades. Cada corrida, como diz a capa do jogo, é uma aventura. Em Vanilla Lake, o gelo torna a pista escorregadia. Em Koopa Beach, o mar pode engolir seu kart. Em Choco Island, poças de chocolate tiram sua velocidade. E a maior parte dos circuitos inclui atalhos ousados que podem decidir uma corrida.

Todavia, nada é mais decisivo na hora da verdade que os itens. Ser um ótimo corredor, conhecendo cada pixel da pista, pode lhe ajudar. Mas se você não sabe posicionar uma banana na curva, acertar um casco verde, ou atropelar os adversários encolhidos por raios, você não é nada no mundo de Super Mario Kart.

Sucesso de público e crítica, Super Mario Kart rapidamente tornou-se referência no Super Nintendo quando o assunto é diversão Multiplayer. E até hoje a franquia se empenha em oferecer ao jogador a melhor experiência de corrida em grupo, bolando modos originais e empolgantes para tornar a jogatina o mais divertida possível.

POPoints: 96%

– Thomas Schulze





Prêmio Verdade Absoluta 2009 – Games

31 12 2009

PC


Vencedor: Modern Warfare 2

Tudo e superlativo em Modern Warfare 2. A trama abraça o exagero como um velho amigo, a mídia conservadora projeta as controvérsias às alturas, as explosões abundam em cada frame. Com grandes apostas, a Infinity Ward pode ter certeza que coleta grandes recompensas. O jogo é extremamente hypado, mas não há como questionar que MW2 é a experiência mais coesa em FPS do mercado. Em um ano fraco para o sistema, diversão e coesão são duas coisa valiosas.

Modern Warfare 2 osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você

Menções Honrosas: Street Fighter IV e Batman: Arkham Asylum

Street Fighter IV é, basicamente, o único jogo de luta para computador. Mesmo se fosse ruim, merecia estar entre os favoritos, mas o simples fato de ser excepcional, complexo e ainda assim acessível faz o jogo um dos mais memoráveis da história recente. Batman: Arkham Asylum coloca o cavaleiro das trevas contra o Coringa, confinado no manicômio mas famoso dos quadrinhos. Não é necessário falar mais nada. Ótimos gráficos, jogabilidade sensacional e excelente dublagem são apenas a cereja do bolo. Um ótimo bolo.

Pior Jogo: Darkest of Days

Darkest of Days tinha uma boa premissa. Infelizmente, tinha poucos recursos para executá-la. No jogo, você é um soldado da guerra civil americana que é resgatado por fuzileiros futuristas. Eles recrutam você para uma espécie de polícia temporal que busca manter a linha do tempo em ordem. Ah, sim, a jogabilidade é um lixo completo, so, there’s that. Se tivesse nas mãos de uma EA da vida, seria candidato a jogo do ano.

Darkest of Days. Shittiest of games.

Xbox 360

Vencedor: Batman: Arkham Asylum

Batman: Arkham Asylum é o melhor jogo baseado em quadrinhos já feito. Para qualquer nerd, isso já é o bastante, mas a Rocksteady foi além e entregou belos gráficos, trilha sonora, dublagem, jogabilidade e história, assinada por Paul Dini. Seja afundando o crânio de capangas nos corredores claustrofóbicos do Asilo Arkham ou se esgueirando silenciosamente na escuridão (para aí sim esmagar o crânio dos capangas), você se torna o Batman. E isso é o máximo que dá pra pedir.

Batman: Arkham Asylum é um tratado de como lidar com pacientes do hospício. Tough love.

Menções Honrosas: The Beatles: Rock Band e Resident Evil 5

O Fab Four marca presença nas três plataformas principais da atual geração com The Beatles: Rock Band. A Harmonix compilou momentos marcantes da banda em um jogo extremamente rico e artístico, para fãs e novatos. O alto preço do kit completo é o único obstáculo para a diversão. Resident Evil 5 jogou seguro. Abraçou a fórmula inovadora de Resident Evil 4, deu uma polida nos gráficos, mudou os cená

rios e fechou o roteiro da série. Alguns dizem que o jogo é redundante. Estávamos ocupados demais zerando o jogo pela oitava vez em modo cooperativo com tela dividida para dar atenção a essas pessoas.

Wii

Vencedor: New Super Mario Bros. Wii

New Super Mario Bros. Wii achou o equilíbrio exato entre nostalgia e novidade, hardcore e casual, e é sem dúvidas o grande destaque do ano. Resgatando a jogabilidade clássica da franquia e acrescentando multiplayer cooperativo/competitivo para até 4 jogadores simultâneos, o game permite que veteranos trucidem ou auxiliem os jogadores menos experientes. Ah, e o mais importante: Os Koopalings voltaram! (Agora só falta darem um sumiço no Bowser Jr.)

Wii love this game.

Menções Honrosas: Punch-Out!! e The Beatles: Rock Band

Um jogo que também se apoiou fortemente na nostalgia foi Punch-Out!!, mais um remake do clássico 8-bits do que propriamente uma atualização. (Obviamente, nada de errado nisso.) Claro, agora há suporte para os controles de movimento, mas utilizá-los é quase uma heresia. Jogue um game old-school com controles old-school e seja feliz.

Outro destaque do ano é The Beatles Rock Band que, assim como nas demais plataformas, é excelente e prova que os Beatles, definitivamente, são a maior banda de todos os tempos, e que sua música nunca vai envelhecer.

Playstation 3

Vencedor: Uncharted 2: Among Thieves

Uncharted 2: Among Thieves levou todos os prêmios da crítica. E merece. Gráficos embasbacantes, ritmo alucinante, jogabilidade sólida e uma história divertida que presta homenagem aos Tomb Raiders e Indiana Jones da vida. Nathan Drake é um excelente personagem e, apesar de Uncharted 2 não ser original em nenhum byte do blu-ray, é uma experiência sem igual (paradoxalmente). O fato de ser exclusivo do console-grill da Sony dá a ele o posto de melhor de 2009 para PS3.

Prince of Persia + Tomb Raider + Gears of War + Indiana Jones = Experiência única. Wait, whaaat?

Menções Honrosas: The Beatles: Rock Band e Infamous

Fab Four com instrumentos de plástico. Basicamente isso, basicamente genial. Infamous surge como outro exclusivo da Sony, mostrando que 2009 foi um bom ano para o PS3. Um GTA com superpoderes, Infamous emprega um sistema de moralidade, poderes elétricos, bons gráficos e jogabilidade em um pacote extremamente viciante. Eletrizante é pouco (e imbecil) para descrever este grande jogo.

Pior Jogo X360, Wii e PS3: Tony Hawk Ride

A ovelha negra da geração, Tony Hawk Ride é a pior experiência nas três principais plataformas. A franquia, que já estava moribunda, recebeu um duríssimo golpe com a prancha de skate com sensores que acompanha o produto. Simplesmente não funciona. Sem esforço algum, Skate 2, da EA, lançado no início do ano, vira rei do gênero. É a longa e dolorosa queda de Toninho Gavião, que nos alegrava tanto desde o glorioso Tony Hawk’s Pro Skater 2.

"Ok, agora pula... Não, pula!! PULA!! FUUUUUUUUUUUUU"

Nintendo DS

Vencedor: Professor Layton and the Diabolical Box

A franquia Professor Layton, incrivelmente popular no Japão, finalmente começa a ganhar força na América com a chegada de Professor Layton and the Diabolical Box. As aventuras de Layton e seu aprendiz Luke são sagazes, simpáticas, e incrivelmente inteligentes, sendo uma jornada obrigatória para qualquer gamer.

Eu prefiro cama. O professor, Layton. (Lame.)

Menções Honrosas: GTA: Chinatown Wars e Scribblenauts

Outra franquia de sucesso, GTA, surpreendeu ao entregar um épico capítulo portátil, que desafia o hardware do DS e eleva o padrão de qualidade do console com GTA: Chinatown Wars. Outro jogo que revolucionou, mas não por causa dos gráficos, foi Scribblenauts, que permite ao jogador escrever (quase) qualquer coisa, e na sequência interagir com o objeto imaginado, utilizando-o para solucionar enigmas.

Pior Jogo: Mega Man Starforce 3

O grande destaque negativo do ano para o DS foi o lançamento de Mega Man Starforce 3, uma ofensa a tudo que o nosso querido blue bomber fez pela indústria de games. Esse desperdício de silício deve definitivamente ser esquecido nas prateleiras, na esperança de sepultar esta série maldita e fazer a Capcom investir cada vez mais na série principal, ou talvez numa continuação para a série X.

"Mããããeeeeee, estão estuprando a franquia Mega Man denoooovo!!"

– Gerhard Seibert e Thomas Schulze

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PC/Wii – Tales of Monkey Island Episode 1 – Launch of the Screaming Narwhal (2009)

8 12 2009

Insira os discos #23, #47 e #114 para prosseguir com a leitura.

Ah, os Adventures… Talvez o gênero que mais tenha sentido os efeitos do envelhecimento no mundo dos video-games. Se nos anos 80 e 90 os adeventures representavam o auge da tecnologia e contavam com os maiores nomes da indústria de jogos, nos anos 00 ele respirava com auxílio de aparelhos.

Isto é, até ex-funcionários da LucasArts (mais tradicional empresa do ramo de Adventures) fundarem a Telltales Games e lançarem uma nova aventura para Sam e Max, na forma de episódios mensais, despertando novamente o interesse dos jogadores pelo gênero. Com boas vendas e bons reviews, o próximo movimento lógico era resgatar a franquia de adventure mais querida pelos jogadores: Monkey Island. E assim nasceu Tales of Monkey Island.

Logo no início da nova aventura encontramos Guybrush “Mighty Pirate TM” Threepwood tentando resgatar sua esposa Elaine Marley das garras do malévolo bucaneiro-fantasma LeChuck. Iniciar a aventura direto no que normalmente seria o clímax do jogo foi uma decisão bastante sagaz, pois os novatos em adventures são apresentados aos personagens de modo brilhante. Se você não sabia que Guybrush era um trapalhão, certamente ficou sabendo ao contemplar o saldo do embate com LeChuck: Navio destruído, uma mão amaldiçoada, o retorno de LeChuck à forma humana, a esposa desaparecida, e o herói naufragado na isolada Flotsam Island.

No primeiro dos cincos episódios que compõem Tales of Monkey Island, sua missão é encontrar um modo de escapar de Flotsam Island, que mantém todos seus habitantes presos nela graças à ventos malignos que impedem a navegação. Não que isso faça muita diferença para um pirata que já nem tem mais um barco para chamar de seu.

A jornada para escapar de Flotsam Island é consideravelmente extensa, especialmente para quem esperava um jogo com duração similar aos episódios que a Telltale Games desenvolveu para Sam e Max. A ilha é um lugar bem grande, e conta com cenários bem diversificados e criativos.

Obviamente, você encontrará uma boa quantidade de personagens dispostos a ajudá-lo ou atrapalhá-lo. A veterana Voodoo Lady, como era de se esperar, não fica de fora, e revela a Guybrush que o único modo de tirar a maldição de sua mão é encontrando “La Esponja Grande” (Eu adoro quando o espanhol é utilizado como recurso cômico. Pena que o pessoal do Cassa Bônítah não aprendeu essa lição.) Entre as novas faces, destaque para o cômico Marquis de Singe. (A parte em que você fica preso em seu laboratório é o auge do jogo.)

Guy.brush

O nível de dificuldade da aventura é um tanto instável, mas jamais intimidador ou injusto. Nenhum enigma é sem sentido, pelo menos considerando a lógica do universo de Monkey Island, e você provavelmente não ficará encalhado por muito tempo em qualquer desafio.

Tecnicamente, o jogo apresenta algumas falhas. No PC, o controle é bastante desconfortável, pois você não aponta e clica, como é de se esperar. Você arrasta Guybrush usando o mouse, em uma escolha de design esquisita da Telltale. No Nintendo Wii, o controle é bom graças ao Nunchuck, mas o framerate realmente compromete a experiência, o que é bastante peculiar, dado que a versão para console possui gráficos ligeiramente inferiores aos do PC.

Mas nem tudo são problemas. A trilha sonora conta com o retorno do compositor Michael Land, também responsável pelos antigos Monkey Island. Temos também a volta da maioria dos dubladores dos personagens, (Só LeChuck possui nova voz.) o que ajuda o jogo a ficar muito mais familiar para os veteranos. O senso de humor, elemento importantíssimo, faz justiça à franquia, e felizmente foram mantidas as tradicionais referências à cultura pop. (O item “U Tube” é uma grande sacada.)

Launch of the Screaming Narwhal é uma ótima introdução para a mais nova aventura de Guybrush Threepwood, e se encerra com um gancho excelente. Eu mal posso esperar para ver o que vai acontecer a seguir, e você seria bem inteligente se pegasse um pouco de Grog e embarcasse nessa aventura também.

POPoints: 80%

– Thomas Schulze





Wii – Super Mario Galaxy (2007)

21 10 2009
Uma grande imagem para um grande jogo. Simplesmente épico, Super Mario Galaxy é um dos primeiros jogos do século XXI que podem ser chamados de clássico.

Uma grande imagem para um grande jogo. Simplesmente épico, Super Mario Galaxy é um dos primeiros jogos do século XXI que podem ser chamados de clássico.

Os jogos da série Mario são famosos por estabelecer novos padrões de qualidade para a indústria de video-games. Super Mario Galaxy, felizmente, não é uma exceção à regra.

Fazia tempo que eu não encontrava tamanha imersão em um jogo. Na medida em que pulava ao redor dos planetas, não raro me encontrava virando meu pescoço na vida real para tentar ficar no mesmo eixo que o personagem do mundo virtual. Os primeiros minutos gastos no estudo dos planetas e suas físicas peculiares, diretamente influenciadas por um genial sistema de gravidade, são coisa de outra galáxia. Momentos únicos, que entram para a história dos video-games.

Super Mario Sunshine já vacilava feio ao trazer ao mundo os Piantas, mas...

Super Mario Sunshine já vacilou muito ao trazer os Piantas para o mundo, mas...

Depois do frustrante Super Mario Sunshine, finalmente fomos agraciados com o sucessor legítimo de Super Mario 64. Se Super Mario Bros. 3 lapidou os conceitos de Super Mario Bros. 1, levando todos seus elementos à perfeição, Super Mario Galaxy faz o mesmo por Super Mario 64.

As melhoras se refletem até mesmo nos ótimos novos personagens. A princesa cósmica Rosalina, que parece retirada da mais famosa obra de Antoine de Saint Exupéry, tem uma história cativante, que é revelada na forma de livro infantil conforme avançamos pelo jogo. Você é livre para passar batido pela biblioteca e ignorar completamente sua história, mas, a não ser que você tenha um coração de pedra, eu não recomendaria isso.

Tão importantes quanto Rosalina são as simpáticas estrelinhas Luma, que fornecem dicas ao jogador e ficam dançando e voando por aí, alegrando o universo.

Velhas faces, como os Toads, Goombas, e Koopas também marcam presença, então, por mais que você se depare com novos amigos e inimigos, nunca perderá o fator nostalgia. A única ausência que me frustra é a dos simpáticos sete filhos de Bowser, sumidos há um bom tempo. Bowser Jr. está lá para desempenhar o papel de chefe dos mundos, mas não é a mesma coisa.

...desferiu um golpe ainda mais baixo ao nos brindar com o povo Noki, que faz os Ewoks parecerem a maior criação da mente humana. Felizmente, agora veio Super Mario Galaxy, que nos trouxe...

...desferiu um golpe ainda mais baixo ao nos brindar com o povo Noki, que faz os Ewoks parecerem a maior criação da mente humana. Felizmente, Super Mario Galaxy apaga esse passado traumatizante ao fornecer...

Marca tradicional da franquia Mario Bros., os Power-ups também aparecem em versão cósmica. As novas suits vestidas por Mario, se não chegam ao grau de genialidade da “Tanooki Suit” ou da “Capinha Amarela”, são criações realmente inspiradas.

A roupa de Boo, que transforma o herói em fantasma, e a roupa de abelha, que garante o poder de voar e grudar em favos de mel, são fantásticas. A nova flor de gelo foi um acerto enorme, pois garante ao Mario poderes messiâncios, como andar sobre a água. Já a flor de fogo foi um retorno desnecessário, principalmente por se tratar de um power up temporário. Atirar bolas de fogo em ambientes 3d ficou um tanto caótico, então boa sorte dando um disparo certeiro.

Composta por Mahito Yokota com a ajuda do lendário Koji Kondo, a trilha sonora, que na maior parte do tempo conta com orquestração completa, é magistral. Embora épica, ela jamais perde aquele senso de diversão pueril característica dos jogos do Mario.

A belíssima valsa de “Comet Observatory” é o melhor tema elaborado para o jogo, (e uma das melhores peças de video game music da história) embora tenha forte concorrência nas trilhas de “Battle Rock Galaxy”, que se assemelha às canções de batalha de Star Fox, e “Gusty Gargen Galaxy”, que dá um tom de aventura tão grandioso que poderia até mesmo ser inserida em um jogo da série Zelda.

Além de uma enorme quantidade de material sonoro inédito, é ótimo encontrar novas interpretações de temas clássicos retirados de Super Mario Bros. 1 e 3, e Super Mario 64.

...Lumas! SO AWESOME!!!

...Lumas! SO AWESOME!!!

Quanto à jogabilidade, é absurdamente raro a câmera escolher um ângulo infeliz, (De fato, até hoje nenhum jogo de plataforma 3D conseguiu fazer uso melhor da câmera.) e os controles funcionam bem o tempo todo. Sacudir o wii-remote para desferir ataques giratórios poderia cansar, mas ele é usado com moderação e tudo acaba ficando bem natural com o tempo.

O nível de dificuldade, no geral, é abaixo da média dos jogos da série. Apenas seletas galáxias oferecem desafio genuíno. Existem algumas fases-cometa, estas sim desenvolvidas tendo o público hardcore em mente, já que obrigam o jogador a passar pelos estágios em certo tempo ou vencer os chefes sem perder energia. Mas elas são minoria, e na maior parte do tempo você estará apenas passeando em direção às estrelas. Mas não me entenda mal: Esses passeios estarão entre os melhores da sua vida!

É uma pena que a garotada esteja ocupada demais ilhada em LAN Houses jogando genéricos FPS de guerra para explorar o novo universo de diversão que Super Mario Galaxy proporciona. Este é um daqueles jogos que somente a Nintendo sabe fazer, pois, além da revolução e excelência técnica, encontramos, acima de tudo, coração.

POPoints: 95%

– Thomas Schulze